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Paulo Adu
1915 a 1991
Metodista Wesleyana
Gana

Paul Adu nasceu Kwabena Mensah no dia 21 de septembro de 1915, na vila de Kintampo. Os pais dele são Opanyin Kwame Adu de Obo e Obaapayin Akosua Oweridua da família Krontihene vinda da vila de Mpreaso, Área Tradicional de Kwahu. Os pais dele deslocaram-se para esta area para adorar a divindade local chamada Jaama Ntoa, na vila de Jaama, dezasseis quilómetros da vila de Kintampo. Foram para este lugar procurando uma solução ao problema que experimentavam por muitos anos. O problema foi que os filhos que nasceram todos morreram cedo nas suas vidas. [1] Criado neste meio ambiente, o rapaz Kwabena, os segundo de seis irmãos, aprendeu muito cedo na sua vida a adoração desta divindade.

Entretanto, cerca de 1922, um missionário metodista de Wenchi na região de Brong Ahafo na Gana chegou em Kintampo pregando o Evangelho. Foi também neste tempo que o Paulo Adu começou os estudos primários. Ele estava no seu primeiro ano de estudos quando o seu irmão mais velho, Jacob Adu, converteu-se à fé cristã. Eles ficaram membros do coro da igreja, mas o pai deles estava muito zangado com eles. Estava especialmente zangado com o Jacob por causa da sua conversão. O pai tentou tirá-los da igreja mas ele foi parado pelo conselho sábio do sacerdote do culto de Jaama. Ele aconselhou o pai deles deixar os rapazes continuarem na igreja porque ele percebeu que o espírito neles era maior que o espírito que ele teve. [2] Assim, o Kwabena foi batizado e assumiu o nome de Paulo. Mais tarde, em 1930, quando ficou necessário para o pai regressar ao sul to país, o pai achou que era melhor que o Paulo ficasse no cuidado do Rev. Debrah, um pastor metodista na vila de Osiam, na região oriental do país. O pai, antes de morrer em 1944, também, converteu-se à fé cristã.

Seguindo a recomendação do Rev. C. C. Ohene, o superintendente metodista de Koforidua, o Paulo Adu inscreveu-se no Colégio Wesley em Kumasi em 1937. Ele completou e estudos em 1939 como um professor e catequista. Como cristão leigo, ele trabalhou na vila de Atebubu na região norte de Ashanti onde ele estabeleceu uma escola e uma igreja. Na Yeji, he fundou mais igrejas ao longo do Rio Volta, uma destas igrejas sendo localizado na vila de Kwadwo-Bofokrom.

Na Yeji em 1946, o Rev. Ernesto Sawyer, secretário do sínodo dos metodistas daquele tempo, encorajou o Paulo fazer os exames para admissão ao Colégio Trindade onde ele pudesse fazer a preparação ministerial da Igreja Metodista. O Paulo inscreveu-se naquele ano e completou os estudos em 1949. No ano seguinte ele foi colocado na igreja da Agona-Swedru. Em 1953, o ano da sua ordenação, o Paulo Adu foi nomeado à comissão do Sínodo da Costa de Ouro da Igreja Metodista para estudar a situação no norte da região com a vista de estabelecer uma nova missão naquela zona. Dois anos mais tarde, a igreja decidiu expandir o seu ministério ao norte, e o Paulo Adu foi escolhido para servir como o primeiro missionário africano da igreja para iniciar a igreja na zona que hoje em dia é conhecido como o norte de Gana. [3]

A Igreja Metodista de Gana inicialmente considerou o começo do trabalho de evangelização entre os povos do norte, além da zona dos Ashantis, em 1911. Entretanto, os planos encontraram oposição do governo colonial. O comissário principal do governo colonial, o Sr. Cecil Hamilton Armitage, colocou restrições nos movimentos dos missionários metodistas que foram enviados para esta área. Ele teve a ideia que era difícil controlar os missionários protestantes. Isso foi em contraste aos missionários católicos que “eram muito mais dóceis e seguidores da lei.” Esta posição deu liberdade completa aos católicos para evangelizar o norte de Gana. Ele também raciocinou que, porque a zona de Wa foi uma área dos muçulmanos, não seria sábio criar um distúrbio à estabilidade civil. Sugeriu aos metodistas que seria melhor que eles arrumassem a sua própria casa antes de assumir a tarefa de trabalho missionário no norte. [4] Esta atitude não favorável na parte do administrador colonial foi feito pior pela falta de bons meios de transporte e o problema de malária e afetou gravemente os missionários estrangeiros que tomaram a iniciativa evangelizar no norte. Por causa destes obstáculos, a tentativa foi abandonada em 1915.

O Paulo Adu foi escolhido abrir este trabalho de novo, quase quarenta anos depois da primeira tentativa. [5] Embora a cidade de Tamale foi proeminentemente uma cidade muçulmana, e provavelmente hostil à mensagem cristã, o Paulo Adu não foi desencorajado iniciar uma missão aí. Ele começou com a organização de cultos de adoração com umas das pessoas locais do povo Akan. Desta tentativa foi organizada a Igreja Metodista de Tamale. [6] O êxito dele foi o resultado de trabalho muito paciente e diplomacia em relacionar-se com pessoas. O facto que ele era muito simpático em relação aos muçulmanos e incansavelmente encorajava os cristãos viver em paz com os vizinhos muçulmanos. Esta atitude sábia foi a chave ao êxito da missão. Depois de passar só um ano na cidade de Tamale, o Adu foi transferido para a cidade de Wa onde os trabalho missionário dele também experimentou êxito. Infelizmente, a igreja não respondeu com prontidão a umas das outras iniciativas, o resultado sendo a perda às outras denominações de umas pessoas dos pequenos grupos estabelecidos inicialmente entre as pessoas dos grupos nas vilas de Yendi, Bolgatanga and Bawku.

O Paulo Adu não foi somente um plantador das igrejas, ele também era linguista e uso bem este dom. Ele falava várias línguas e falava a maioria das línguas presentes no norte do país. Ele conseguiu falar as línguas Dagarti, Walla, Dagbani e Hausa. Isso ficou uma grande vantagem para o trabalho da missão porque facilitou a sua comunicação com as pessoas indígenas. Ele traduziu a Oração do Senhor, o Credo Apostólico, e uns hinos e coros na língua Walla. Um dos coros é:

Yesu Christo wanna,
i wanna kusinti.

Jesus Cristo vem,
e Jesus vem já.
Durante o tempo quando muita gente no norte de Gana sofreu da cegueira do rio, o Paulo Adu pensava que uma maneira que ele pudesse usar para ganhar as vítimas desta doença para Cristo foi oferecer educação às crianças cegas. Assim, ele fundou a Escola de Wa para os Cegos, e com a ajuda e professores voluntaries, ele ofereceu instrução gratuita. [7] Mais além, ele disponibilizou serviço médico gratuito, e por sua iniciativa pessoal, obteve medicamentos básicos por estes serviços. Ainda com seu compromisso à missão, ele abriu uma escola noturna para satisfazer as necessidades do povo de Wa. Os camponeses trabalharam todo o dia nas suas quintas, mas os que tiveram interesse conseguiram estudar à noite. Em todas as maneiras, o Adu compartilhou na vida comum do povo, e assim ganhou a confiança dele. Em resposta da sua identificação com elas, as pessoas começaram a desenvolver uma interesse séria no Evangelho que ele estava a pregar. O êxito que ele teve em Wa levou à extensão da mensagem de Cristo para as outras vilas na zona - Vieri, Mangu, Kaleo, Swala and Bole, junto com o estabelecimento de nove escolas primárias da 1ª e 2ª graus. Para ajudar as crianças que não estavam nas quintas com os pais, o Paulo Adu construiu escolas onde elas aprenderam leitura, escrita e matemática. Também elas receberam instrução religiosa. Umas destas crianças aceitaram a fé cristã. Com o estabelecimento da escola e centro de saúde na vila de Lawra, esta vila ficou um centro importante para a missão da Igreja Metodista.

Em sumário, o ministério do Paulo Adu levou-o para Yeji-Atebubu como professor/ catequista (1939-1946), Agona-Swedru (1949-1954), Tamale (1954-1955), Wa (1955-1965), Bekwai-Ashanti (1965-1966), e Dunkwa-on-Offin (1966-1970) e também para Tarkwa (1970-1976) e Effiduase-Ashanti (1976-1981). Também entre o fruto do seu trabalho evangelístico no norte de Gana são todos os convertidos que mais tarde responderam à chamada de Deus e entraram no ministério da Igreja Metodista de Gana. Entre eles são Edison Tinsari, Peter Bakpanla, Nathan Samwini, Edward Diuri e Iddi Musa. Outros que foram influenciados por ele são Ampiah Addison, John Ackeifi e Thomas Effah-Qauyson.

O Paulo Adu teve uma vida familiar desafiante. A sua primeira esposa, a Comfort, morreu em 1942 antes de ele entrar no ministério. A segunda esposa, Eleanor, ficou gravemente doente e foi operada, sem êxito, num hospital em Sheffield, Inglaterra. Regressando a Gana, ela faleceu em dezembro de 1965. Ele também perdeu um filho quando estava a servir no norte de Gana em 1956. Em 1967, ele cassou-se pela terceira vez. Deste três casamentos e teve quatro filhas e seis filhos. Ele tomou a reforma em 1981. Um pregador cheio de energia e com um sentido forte de mordomia financeira, ele faleceu em 1991, tendo servido a Igreja Metodista Gana por quarenta e dois anos.

Joseph Edusa-Eyison


Notas:

1. Paul Adu, Jr., entrevista pelo autor, 7 de janeiro de 1999, Cape Coast, Gana.
2. Paul Adu, Jr., entrevista.
3. F. L. Bartels, The Roots of Ghana Methodism (Cambridge: Cambridge University Press, 1965): 261, 263.
4. J. Kofi Agbeti, West African Church History, Vol.1 (Leiden: E. J. Brill, 1986): 54.
5. Igreja Metodista Gana, Foundation Conference (1961) (Cape Coast: Methodist Book Deport, n.d.): 38.
6. Paul Adu, Jr., entrevista.
7. Igreja Metodista Gana, Tenth Annual Conference Handbook (Accra: Ghana Publishing Corporation. 1971): 95.

Bibliografia:

Adu, Paul (Jr.). entrevista pelo autor, 7 de janeiro de 1999, Cape Coast, Ghana.
Agbeti, J. Kofi. West African Church History, Vol. 1. Leiden: E. J. Brill, 1986.
Bartels, F. L. The Roots of Ghana Methodism. Cambridge: Cambridge University Press, 1965.
Edusa-Eyison, Joseph M. Y. "Native Initiative in the Planting of Christianity in Ghana--1835-1961 (Private) The Methodist Contribution." Trinity Journal of Church and Theology 11, no. 2 (July 1999): 40-54.
Methodist Church Ghana, Foundation Conference (1961), Cape Coast: Methodist Book Depot, n.d.
Methodist Church Ghana, Tribute to the Late Rev. Paul Adu, 1915-1991. Accra: Commercial Associates, n.d.
Methodist Church Ghana, Tenth Annual Conference Handbook. Accra: Ghana Publishing Corporation, 1971.

Esta história, recebido em 2003, foi escrito e pesquisado por Joseph Edusa-Eyison, que ensina a história da igreja da África Ocidental e serve como ligação coordinador na Trinity Theological Seminary, uma instituição participante com a DACB em Legon, Gana.