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Mangochi, Lyson
Século 20
Igreja do Nazareno
Malaui

Lyson Mangochi vivia em Malawi. Foi antes um jovem perverso, mas acabou por compreender que não havia paz no seu íntimo pelo modo de vida que ele havia adotado. Uniu-se a sete igrejas diferentes, mas tudo permaneceu na mesma com ele. Depois, então, testemunhou, dizendo: "Acabei por decidir, finalmente, que não havia tal coisa como paz nesta vida. Então, eu e minha mulher regressamos aos bares... entregando-nos aos pecados que haviam de vir como resultado.".

Certo dia, Mangochi foi à Igreja do Nazareno. Prosseguiu no seu testemunho: "Foi no dia 13 de Outubro de 1958. O sol estava mais ou menos ali (apontou para o lugar onde o sol devia estar naquele dia, descendo para o ocaso). A partir daquele dia jamais me uni a qualquer outra igreja. Ajoelhei-me exatamente ali (indicou o lugar no altar) e, pela primeira vez, tive o meu encontro com Jesus. E não achei a paz que eu andava a procurar.". Três semanas depois voltou a ajoelhar-se no outro extremo do altar e (acrescentou) "entreguei tudo a Deus: Ele desceu e purificou-me totalmente.".

Mangochi regressou à sua aldeia e começou a dar testemunho da paz que encontrou. Cortou prumos e varas e ajuntou palha até poder construir uma igreja. Bichos de madeira iam comendo os paus, e as chuvas acabaram por demolir a construção. Nisto, um crente nos Estados Unidos enviou dinheiro para que se edificasse uma igreja em memória da esposa. O dinheiro deu suficiente para os alicerces e o telhado. A congregação fez os blocos de argila (chamados adobe) e disponibilizou toda a mão-de-obra para a construção de um santuário permanente. Em 1965 contaram cerca de 100 pessoas na assistência, tendo sido muitos dos presentes conquistados pessoalmente por Mongochi.

Alguns membros deixaram a igreja a fim de fundar outra igreja numa aldeia próxima. Um ancião de setenta anos, chamado Sr. Chipolo, começou a pregar ali, e logo passou a ter uma assistência de 100 pessoas. Por dois anos os pastores Mangochi e Chipolo freqüentaram a Escola Bíblica em Limbe. Todos os fins de semana faziam uma caminhada de mais de 25 quilômetros até às aldeias deles para pregarem ao seu povo. Depois regressavam ao Colégio. Não se ouviu qualquer deles a queixar-se.[1]

Mangochi faleceu enquanto servia ainda como pastor.[2]

Paul S. Dayhoff



Citações:

1. M. Hall, I Sought for a Man: The Story of Nazarene Missions in Central Africa (Procurei um homem: A História das Missões Nazarenas na África Central), (Kansas City, MO: Nazarene Publishing House,1966),65-77.
2. Enoch Litswele, carta de (10 de Abril, 1993).




Este artigo é reproduzido, com permissão do livro Living Stones In Africa: Pioneers of the Church of the Nazarene, edição revisada, direitos do autor © 1999, por Paul S. Dayhoff. Todos os direitos reservados.

Este artigo foi traduzido da língua inglesa por Rev. António Barbosa Vasconcelos, pastor cabo verdiano.