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Langa, João Chihesse
faleceu em 1980
Igreja do Nazareno
Moçambique

O Pastor João Chihesse Langa trabalhou durante muitos anos no West Rand (Consolidated Mines), em Randfontein, e foi nomeado chefe de um grupo que trabalhava no subterrâneo. Ele era sempre fiel à igreja e veio a ser o leigo principal no West Rand. Ele contou das experiências seguintes, e sempre dava graças a Deus por Sua bondade maravilhosa e proteção.

Um mineiro de Suazilândia encarou-o e Langa disse-lhe: "O senhor deve louvar a Deus, dar graças pelo Seu cuidado e a Sua proteção; e deve adorá-LO e serví-lO fielmente.". "O senhor não se lembra de mim? Há meses houve uma guerra entre os seus homens. Fui eu que a provoquei.", disse o mineiro. Foi então que Langa se lembrou. Tinha decorrido mais que um ano. Este Suazi tinha sido o ofensor principal e Langa foi obrigado a dominá-lo e assentar-se por cima dele até que a polícia chegasse para o prender. O homem ficou na prisão por alguns meses. O Suazí continuou a dizer-lhe que ele o odiava e tinha resolvido matá-lo.

Ele começou a fazer planos com os seus amigos para matarem Langa, que costumava andar sozinho a pé ou de bicicleta, a visitar os cristãos nas minas da vizinhança. Ele seguia um plano regular e usava a mesma rota. Eles arranjaram-lhe uma emboscada, mas naquele dia ele estava acompanhado de amigos. Noutra ocasião, quando arranjaram outra emboscada, ele tinha tomado outro caminho, ficando fora do alcance dos atacantes. Continuou assim, e eles sempre falharam. Chegaram à conclusão de que o seu Deus estava a protegê-lo, e o Suazi chegou para confessar tudo e informar que o seu ódio já tinha desaparecido.

Ofereceu-se ao Sr. João Langa a posição de chefe a supervisionar a comunidade toda com um salário elevado e residência privada. Ele verificou, porém, que assim estaria sujeito a muitas tentações, aceitando suborno, e envolver-se em casos de prostituição dos homens e outros vícios. Assim, ele recusou a oferta e continuou com o seu vencimento modesto. Ele foi, de fato, um servo humilde e fiel ao Senhor.

Pouco tempo depois do encontro com o Suazí, ele regressou para a casa para ser pastor da igreja em Hlanganha, perto de Xai-Xai. A sua esposa chamava-se Alda.[1] Foi para eles um grande choque quando, no dia 23 de Junho de 1973, receberem a notícia de que o filho deles, Filipe João, de 28 anos, que servia no exército português no norte do país, tinha sido morto. Deram graças que ele era um crente maravilhoso. Ele amava a igreja desde criança. Quando saía de casa em serviço, estando longe, mandava sempre o seu dízimo à igreja local.

Durante muitos anos o Pastor Chihesse Langa foi um dos pastores mais procurados para campanhas evangelistas nas igrejas e nos acampamentos distritais. Ele pregava a Palavra de Deus com muita calma, mas clara e exatamente. Aproveitava ilustrações gráficas da vida tradicional dos Changaan.[2] Faleceu na sua casa, em Chitsoguanine.[3]

Paul S. Dayhoff



Citações:

1. Relatório do Dr William Esselstyn, (18 de Junho de 1993).
2 Pastor Chihessi and Mrs Alda Langa, "Relatório sobre o nosso Amado da Família e Espiritualmente," Mutwalisi (O Arauto), revista na língua Tsonga da Igreja do Nazareno em Moçambique e África do Sul, (Florida, Transvaal, África do Sul: Nazarene Publishing House, July-September, 1974), 14.
3 Vicente Mbanze, (carta, 13 de Abril 1995).



Este artigo é reproduzido, com permissão do livro Living Stones In Africa: Pioneers of the Church of the Nazarene, edição revisada, direitos do autor © 1999, por Paul S. Dayhoff. Todos os direitos reservados.

Este artigo foi traduzido da língua inglesa pelo Rev. Roy Henck, missionário reformado para Cabo Verde, e pelo Rev. António Barbosa Vasconcelos, pastor cabo-verdiano.