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Mungoi, Filimone
1909 a 1972
Igreja do Nazareno
Moçambique

Filimone Chipenwani Mungoi, que trabalhou na região de Bileni Macie, serviu ao Senhor de todo o coração e foi um verdadeiro ministro. Ele não ficava intimidado com a conversa dos não cristãos, e tratava a todos de maneira imparcial no trabalho do Senhor. Em 1959 tornou-se o líder da nova região de Maqueze. Foi ordenado em 1963 pelo Dr. G. B. Williamson.

Em Agosto de 1964, a Srta. Mary Cooper o levou para trabalhar em Incaia como pastor. Na chegada dele, a pequena cabana na qual ele ia morar estava em ruínas. Ele passou uma semana reformando-a. Capinou a área ao redor com a sua própria inchada, e colocou a sua lona no chão para que o pessoal sentasse. No domingo seguinte, ele saiu e ao encontrar as pessoas trabalhando no campo, as convidou para que viessem orar com ele. Todos deixaram suas inchadas e vieram para a sua casa. Ele cantou sozinho e orou com eles. Na segunda seguinte, ele começou a sua semana de trabalho, capinando o terreno que ficava atrás da cabana. Aí começou o problema.

Uma menina entrou sorrateiramente em sua cabana. Abriu a sua caixa e revirou tudo procurando dinheiro. Ele tinha vinte e duas libras no bolso da sua calça, mas na pressa ela não revisou os bolsos, e não achou o dinheiro. Mas ela achou uma panela com arroz cozido, abriu e começou a comer. Ao retirar o arroz com a sua mão, deixou cair um pouco no chão. O pastor ficou surpreso com o barulho na cabana. Ao velo, a menina fugiu com a panela de arroz. Mungoi gritou pedindo socorro, e a perseguiu. Um homem o ajudou, mas não conseguiram pegá-la.

Depois de um tempo ele a viu voltando. Após questioná-la, chamaram os seus pais, que perguntaram a pena que ele queria. "Não!" - ele respondeu, "eu a perdôo." Isso surpreendeu muito, porque perdoar um ladrão era uma coisa que eles não conheciam. No próximo domingo, muitos dos não cristãos vieram à igreja pela primeira vez. Mais tarde, a mãe da menina lhe disse: "- Aquele primeiro domingo quando você veio nos convidar, eu disse que jamais ria visitar esse homem doido que vivia sozinho sem uma esposa." Finalmente, a mãe da menina se arrependeu e trouxe a roupa de vinte e dois ancestrais (demônios) que eles queimaram. [1]

O Sr. Simone Mbalate, que trabalhou com ele como ajudante, disse que ele saia para trabalhar na obra do Senhor, pacificamente. Um dia, eles participaram de uma mintlawa (uma caravana organizada pela igreja num programa similar ao dos escoteiros) no centro de Olombe. Mongoi entrou no culto e cantou com a congregação, normalmente. Mas antes da pregação naquele dia, assim que a oração terminou com um amén da congregação, ele caiu morto na sua cadeira atrás do púlpito. Ele não estava doente, e morreu feliz e em paz em 26 de Outubro de 1972, fazendo o seu trabalho. Ele foi um homem de Jesus Cristo. [2]

No seu enterro havia mais de 380 pessoas das áreas de Bukwini-Incaia , incluindo: Rev. Benjamin Langa, Rev. Lote Mulate, Rev. Simeão Mandlate, Rev. Salomão Macie, Rev. S. Manhique, Rev. Noé Cossa, o missionário Frank Howie, e os ministros da Assembléia de Deus e da Igreja do Evangelho Total. O Pastor André Matshambane testemunhou sobre a fé cristã de Mungoi, da sua auto-renuncia, sua fé e a sua disposição a ir a qualquer lugar para onde a igreja o enviasse. Todos choraram ao escutar isso. [3]

Paul S. Dayhoff


Notas:

1. Vicente Mbanze, "Rev. Filimon Mungoi's Introduction to the Incaia Church in 1964," Mutwalisi (The Herald), Shangaan/Tsonga revista da Igreja do nazareno em Moçambique e África do Sul, (Flórida, Transvaal, África do Sul: Casa Publicadora Nazarena, Janeiro-Março 1974), 6-7.
2. Simone Mbalate, "A Tribute to Rev. Mungoi," Mutwalisi, (Jullho-Setembro 1974), 14. Professor Vicente Mbanze, carta, 29 de Abril, 1997.
3. Azarias Cossa, "Condolências ao Sr. Filimon Mungoi, 28 de Janeiro 1973," Mutwalisi, (Outubro-Dezembro 1973), 7.



Este artigo foi reproduzido com permissão de: Africa Nazarene Mosaic: Inspiring Accounts of Living Faith, primeira edição, (Flórida, Gauteng, África do Sul: Publicações Nazarenas da África, 2002), copyright © 2001 por Paul S. Dayhoff. Todos os direitos são reservados.



Filimone Mungoi