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Mugenya, Simeon Oddour
1952 a 1992
Igreja do Nazareno
Quênia

Da tribo Luo, Simeon Oddour Mugenya cresceu no Quênia ocidental, nas praias do Lago Vitória. Foi católico e recebeu excelente educação. Casou-se cinco vezes. Todas essas esposas o deixaram, e não teve filhos. Sob a influência do seu irmão Augustine, que tinha uma empresa de construções ali, mudou-se para Uganda. Simeon ingressou no exército.

Entregou-se à bebida e passou a fazer parte da guarda pessoal do brutamontes Idi Aimin, com quem viajou por todo o mundo. Oddour Mugenya provavelmente mutilou e matou cerca de mil pessoas. Quando Idi Aimin foi deposto, Mugenya começou a lutar para escapar com vida. Certa vez escondeu-se no meio da multidão que assistia à cruzada de Billy Graham. Ao apelo, Oddour avançou para ir orar; acabou por receber Cristo como Salvador. Mostrou-se extremamente triste pelos seus pecados, e tal experiência de salvação era precisamente aquilo que andava a esperar. A vida dele foi transformada radicalmente.

Depois de regressar ao Quénia, em 1980, passou a trabalhar numa empresa de transportes. O povo ainda tinha medo dele. Mugenya ainda não percebia muito bem o que significava ser crente, mas o certo é que deixou de beber. Chegou a ganhar trezentas pessoas para Cristo, incluindo um padre católico e um médico tradicional.

Um grupo de nazarenos dedicados a"Testemunho e Trabalhos" chegou para construir uma igreja na vila dele; Simeon ficou impressionado com a alegria, amizade, cooperação e o trabalho árduo desse grupo de crentes. Falou depois ao pastor e perguntou-lhe se Deus na realidade perdoa tudo. Uniu-se então à Igreja do Nazareno, tornando-se instrumento útil na plantação de seis igrejas novas. Testemunhava a cada pessoa com o seu sorriso contagioso.

Nos meados de 1980, Oddour ofereceu-se para ajudar na construção da Universidade em Nairobi. Casou-se com uma senhora crente -D. Pamela Oddour (1999). O casal teve quatro filhos. Ele veio a ser um testemunho vivo da graça salvadora de Deus, sendo respeitado pelos seus amigos, e até inimigos, em toda a parte, por causa do seu andar com Cristo em humildade. Tinha a plena convicção de que Jesus estava com ele.

Oddour ganhou muita gente para Cristo, pregando nos mercados públicos. Ele abriu e pastoreou a Igreja Kabate, numa área densamente povoada. Oddour ajudou discretamente os crentes necessitados e os estudantes do Colégio Bíblico que não podiam pagar as suas propinas. Em 1988, foi eleito Presidente Distrital da Juventude Nazarena Internacional. Dizia muitas vezes: "Sinto-me tão abençoado!". Oddour faleceu com pneumonia em Nairobi.

Setecentas pessoas assistiram ao funeral, realizado em sua casa (a sete horas de Nairobi). Muitos se alegraram com a morte dele, e amaldiçoaram-no. Vários chegaram para falar ao seu cadáver, a evitar que o seu espírito os viesse a importunar. A mãe dele gabou-se, dizendo: "Sinto-me orgulhosa do meu filho. Muita gente tinha medo dele -um homem forte e saudável, capaz de matar... e agüentava muita bebida!... Dei à África um homem de muita força!"

Pámela, a mulher dele, entretanto, chorava. Depois de algum tempo, estendeu a mão em direção à sogra, contradizendo abertamente o que a mãe do defunto havia dito:

A senhora não é grande por ter um filho como ele, um homem de muita força física, mas que era fraco, embora muitos tivessem medo dele. Ele teve muitas mulheres, mas sem nenhum filho. Todavia, Jesus fez dele um homem poderoso, entregando-o a mim; e preparou-o para servi-LO. Além disso, o Senhor deu-nos quatro filhos. Em Nairóbi ele ficou sendo conhecido como um pastor dedicado e amável. Sinto-me abençoada. Ele tornou-se um homem de Deus.[1]

Paul S. Dayhoff



Citações:

1. Edna Hoover Paxton, "The Apostle Paul of Kenya" ("O Apóstolo Paulo do Quênia"}, World Mission, (Kansas City, MO: Nazarene Publishing House, Set. de 1993),17. Trans African, (Florida, Transvaal, e África do Sul: Africa Nazarene Publications, November-December 1992),9,14. T. Esselstyn, relatório verbal, (18 de Julho de 1992). Don Messer, relatório da Convenção do Distrito de Iowa, (28 de Junho de 1994).



Este artigo é reproduzido, com permissão do livro Living Stones In Africa: Pioneers of the Church of the Nazarene, edição revisada, direitos do autor © 1999, por Paul S. Dayhoff. Todos os direitos reservados.

Este artigo foi traduzido da língua inglesa por Rev. António Barbosa Vasconcelos, pastor cabo verdiano.




Simeon Mugenya