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Cinco Signatários da Manifesto

Os cinco signatários da Black Priests' Manifesto (Da esquerda para a direita) Louwfant, Mabona, Mkhatshwa, Moetopele, Mokoka

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Mkhatshwa, Smangaliso Patrick
n. 1939
Católico
África do Sul

O Reverendo Smangaliso Patrick Mkhatshwa é da geração de ativistas religiosos junto com Beyers NAUDÉ, Desmond TUTU e Frank CHIKANE, que envolveram as igrejas no movimento anti - Apartheid na África do Sul.

Depois dos estudos no Seminário de St. Peter (durante o período de integração), Mkhatshwa foi ordenado como padre católico e passou cinco anos trabalhando numa paróquia. Em 1970 começou a trabalhar coma Conferência de Bispos Católicos da África do Sul, mas após um ano foi enviado para a Bélgica onde se graduou em Filosofia e Teologia na Universidade de Louvaina.

Ao retornar à Conferência dos Bispos, em 1973, Mkhashwa foi chefe de diversos departamentos, incluindo o de Justiça e Paz, Ecumenismo, e finalmente em 1981 como secretário geral. A sua indicação marcou um grande comprometimento de parte dos bispos católicos, já que em 1981, Mkhashwa era uma das lideranças da teologia da libertação na África do Sul. Em 1974 ele já tinha organizado a Convenção do Renascimento Negro, um fórum de diálogo entre líderes africanos, indianos e outras raças. Depois das manifestações de Soweto, ele foi preso por quatro meses. Depois de sua soltura permaneceu em liberdade condicional por cinco anos com a proibição de receber visitas, entrar em qualquer comunidade ou instituição educacional negra. No começo de 1977 foi preso novamente por cinco meses no período do ataque governamental às organizações comunitárias africanas; depois de participar de uma reunião de oração na Universidade de Fort Hare, ficou por cinco meses mais em Ciskei Homeland em 1983 e 1984. A corte de Ciskei negou-lhe qualquer visita, correspondência ou exercício físico durante o seu confinamento.

A sua palestra de abertura na Conferência Nacional sobre a Crise na Educação na Universidade de Witswatersrand em 1985 teve grande influência na aceitação e participação estudantil nos movimentos de libertação. No ano seguinte ele foi nomeado membro da delegação de líderes cristãos da África do Sul, que se reuniram com as lideranças exiladas do Congresso Nacional Africano (CNA) em Lusaka, Zâmbia.

Em 1986, Mshatshwa foi preso durante o estado de sítio, junto com Zwelakhe SISULU, a Irmã Bernard NCUBE, e outros. Na prisão foi torturado por trinta horas pelos militares da África do Sul; ao ser solto processou-lhes e ganhou R25.000 (US$10.000). Foi a primeira vez que o governo fio forçado a pagar indenização a um prisioneiro político na África do Sul. Pouco tempo depois foi recebido pelo Papa João Paulo II em Roma, numa demonstração de solidariedade da Universidade de Georgetown, em Washington, D.C., e da Universidade de Tübingen, na Alemanha.

Mkhatshwa deixou o secretariado católico em 1988 e tornou-se o secretário geral do Instituto de Teologia Contextual, um centro de pesquisa de referência. Nas eleições de 1994 foi eleito para o parlamento da África do Sul como um membro do CNA no Congresso.

Norbert C. Brockman


Bibliografia:

Gastrow, Shelagh (editor). Who's Who in South African Politics. Terceira edição. New York: Hans Zell, 1990.
Esse artigo foi reproduzido com a permissão de: An African Biographical Dictionary, copyright © 1994, editado por Norbert C. Brockman, Santa Barbara, Califórnia. Todos os direitos são reservados.

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