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William Threlfall
1799 a 1825
Igreja Metodista Wesleyana
África do Sul / Moçambique / Namíbia

 


O primeiro desenvolvimento do Metodismo Wesleyano na diversidade das regiões de África austral é associado com o missionário, o William Threlfall. Mesmo assim, foram só os últimos quatro anos da vida breve dele que ele passou em África. Um resumo da sua vida revela muito sobre o Metodismo na Inglaterra e a sua expansão em África na primeira parte do século 19.

O Threlfall na Inglaterra

O William Threlfall nasceu na vila de Hollowforth, no distrito de Lancashire, Inglaterra, no dia 6 de junho de 1799. O pai dele, o Richard, já tinha deixado a Igreja Anglicana e identificou-se abertamente com o Metodismo, fazendo o lar familiar um centro da atividade local de Metodismo. A família teve recursos financeiros estáveis, e consequentemente, o William recebeu uma boa instrução e foi considerado em todas as maneiras um indivíduo correto, mesmo sem estudar na Universidade de Oxford nem de Cambridge. O William converteu-se quando teve dezasseis anos de idade através de um pregador local dos Metodistas. O pregador pregava do “Filho Pródigo.” Ele deu este testemunho:

Quando o pregador começou a falar da compaixão do pai, contra quem o filho pecou – vendo o filho ainda de uma grande distância – não consegui resistir de chorar. A dureza desapareceu, e a minha alma ficou mole e penitente. Quando ele falava do amor de Deus para com os pobres pecadores, e a sua vontade salvar todos que lhe viesse, Ele libertou a minha alma...Agora eu podia louvar a Deus de uma convicção da Sua misericórdia, e eu sabia que Ele era o meu Amigo.
Este testemunho de conversão ilustra muito bem a teologia de conversão que estava em vigor no Metodismo daquele tempo. Também, há uma indicação do desejo futuro do Threlfall que os outros conhecessem esta mesma realidade.

Quando teve dezoito anos de idade, o Threlfall ficou um pregador local pelos Metodistas na província de Lancashire. As suas pregações foram abençoadas pelo fato que muita gente converteu-se. Por outubro de 1817, ele sentiu-se chamado ser missionário para Madagáscar. Parece que o Threlfall estava a ler bastante das atividades da Sociedade Missionária de Londres na ilha de Madagáscar, e foi por meio destas leituras que a chamada dele ficou focada nesta ilha africana. Este desejo servir como ministro em Madagáscar estava com ele sempre, mesmo até ao fim da sua vida.

A chamada do Threlfall para missões foi primeiramente confirmada num encontro particular que ele teve com o missionário metodista bem notada, o Joshua Marsden, dos Índios Ocidentais. Ele questionava bastante o Threlfall sobre a sua chamada. O Marsden afirmou o Threlfall na sua chamada e encorajou-lhe nas leituras das biografias do David Brainerd, do Francisco Xavier, do John Eliot e do Henrique Martyn. Ao completar estas leituras, o Threlfall foi proposto como candidato para o ministério pela reunião trimestral do circuito de Garstang, província de Lancashire, em março de 1820. Isso foi seguido por sua aceitação pela reunião distrital de Liverpool em maio de 1820, quando o Dr. Adam Clarke esteve presente. Naquela reunião distrital, o nome de Threlfall foi recomendado para o Comité Missionária que já estava marcado reunir-se em Londres durante o mês de setembro de 1820. O Threlfall foi aceite pelo comité que se reuniu sob a direção do Jabez Bunting. O propósito do comité era determinar a capacidade e habilidade do candidato para missões. Os membros não descontaram um serviço em Madagáscar, mas isso não foi o propósito do comité.

Ilhas no Canal de Mancha

O Comité nomeou o Threlfall para trabalhar nas ilhas de Jersey e Guernsey no Canal da Mancha antes de ser enviado para África. O propósito nisso foi dar uma oportunidade ao jovem candidato ao serviço missionário para trabalhar junto com o missionário de experiência, o John Brown, e receber um apoio dele. A ideia era que ele passava um mês com ele nas ilhas com o Brown, mas no fim, o Threlfall acabou passando quase um ano nas ilhas, de outubro de 1820 até ao setembro de 1821. Foi um ano cheio pregando, dirigindo reuniões de classes, visitas nas casas dos crentes, e estudando a língua francesa. Ao completar este serviço, o Threlfall regressou à Londres onde foi ordenado ministro no dia 25 de outubro de 1821. Foi ordenado com um outro missionário metodista que foi destinado ao serviço nas ilhas caraíbas.

Colónia do Cabo, África do Sul

O Comité Missionária Metodista decidiu enviar o Threlfall para África do Sul onde ele trabalhava com o missionário, William Shaw, entre o povo Xhosa. O Threlfall não foi enviado para Madagáscar porque a Sociedade Missionária Wesleyana não teve fundos suficientes para iniciar o trabalho missionário naquele país. O Threlfall aceitou as decisões do comité e viajou para a Colónia do Cabo cedo em janeiro de 1822. Ele chegou na Cidade do Cabo em abril de 1822 e ficou aí com o Rev. Barnabas Shaw, o secretário-geral da Missão Metodista na Colónia do Cabo. O Barnabas Shaw foi um dos dois fundadores preeminentes das missões metodista na África austral. Daquele tempo e diante, a vida do Threlfall seria ligada com a do Shaw em várias maneiras. Primeiro, o Threlfall foi enviado trabalhar junto com o William Shaw, que chegou no distrito de Albany em 1820. A sua tarefa era trabalhar entre os colonos recém-chegados e também fazer o trabalho missionário entre os outros. O Threlfall andava de lugar em lugar, pregando o Evangelho. Ele dedicou a nova igreja metodista na vila de Grahamstown em novembro de 1822 e também abriu a nova capela na vila de Salem em dezembro do mesmo ano. Durante o tempo neste distrito, ele viajou ao norte até a vila de Graaff-Reinet para encorajar o Rev. William Broadbent que tinha deixado Griquatown por causa do mal saúde. Aí em Graaff – Reinet, o Threlfall conheceu o Rev. A. Fauré da Igreja Reformada Holandesa que ofereceu um grande “bem-vindo” aos missionários metodistas. Aí o Threlfall recebeu uma instrução na língua holandesa.

A estratégia do William Shaw foi estabelecer um corrente de missões metodistas da vila de Porto Natal para a vila de Salem. O alvo era cuidar das necessidades espirituais dos colonos, mas ao mesmo tempo estabelecer missões entre as indígenas. Durante o tempo aí, o Threlfall estava a ministrar mais entre os colonos e não às pessoas indígenas do povo Xhosa que ficavam mais no interior do país. Ele quis servir sendo um missionário pioneiro e desejava muito trabalhar em Madagáscar. Em maio de 1823, o Threlfall foi enviado de novo para a Cidade do Cabo para trabalhar com Barnabas Shaw entre os livres e escravos da comunidade mista da cidade. Logo depois de começar este trabalho, o Threlfall foi oferecido passagem livre num navio viajando para o sul de Moçambique. O Barnabas Shaw e os outros do comité concordaram que o Threlfall devia estar a pessoa para iniciar o trabalho da missão metodista naquela terra. Assim, no dia 22 de julho de 1823, o Threlfall chegou na Baia Delagoa, o primeiro missionário metodista para tentar estabelecer uma missão em Moçambique.

Baía Delagoa (Sul de Moçambique)

Na aldeia chamada Stengelly, o Chefe Majetta, do reino de Tembe, ofereceu ao Threlfall uma palhota onde ele podia viver. Aqui ele começou a estudar a lingual local, aprendendo vocabulário e construindo frases conversando com o povo. Também, ele andava no interior visitando outras aldeias. Mas, antes de passar dez semanas, ele começou a experimentar os primeiros sintomas de malária. Ele recuperou e continuou com as visitas no interior. Também, andou os vinte e cinco quilómetros para conhecer o governador da fortaleza portuguesa. Entretanto, as febres voltaram. Parece que ele pediu passagem para o Cabo, mas os capitães dos navios ingleses recusaram. Assim, ele ficou na fortaleza do lado português da baía e morava com um natural de Goa chamado Teixeira. O tempo dele entre os portugueses parece um tempo bem passado estabelecendo paz com a gente. A recuperação completa não veio, então ele pagou dois rapazes para lhe ajudar subir num barco baleeiro, o Nereid, que chamou na Baía Delagoa por água doce e hortaliça. O capitão aceitou-o dizendo que deixava ele no primeiro porto habitado. Entretanto, isso não aconteceu porque a tripulação do barco ficou com febres e o capitão mudou do curso de Madagáscar para a Cidade do Cabo. A fonte das febres foi a água vindo da Baía Delagoa. O Threlfall escreveu aos país que ele realizou os cultos fúnebres por treze membros da tripulação e também ajudou com a gestão do barco. Quando o barco chegou na Cidade do Cabo, ficou isolado na baía por causa das febres. O missionário metodista, o James Whitworth, obteve permissão subir no barco para o desinfetar e cuidar dos doentes e morrendo com a ajuda dos dois rapazes da Baía Delagoa.

Leliefontein, Pequena Namágua (África do Sul)

O Threlfall recuperou muito devagar na Cidade do Cabo, e por isso, o Barnabas Shaw, que estava a trabalhar na vila de Leliefontein no interior, propôs que o Threlfall fosse aí para recuperar e trabalho como fosse capaz. Assim, o Threlfall chegou na Missão de Leliefontein no dia 24 de outubro de 1824. O Threlfall recuperou rapidamente neste meio ambiente e logo ficou ocupado no ministério da missão: cuidando dos jardins, ensinando na escola, pregando, visitando nas casas, e ajudando na construção de uma nova casa para a família Shaw. O Threlfall escreveu para a sua família com muito louvor por sua experiência trabalhando entre o povo namáqua na missão:

Provavelmente, as pessoas da tribo namáqua têm as vozes e ouvidos melhores em todo o mundo, especialmente as senhoras. Nunca estudaram a música como ciência, mas depois de ouvir uma melodia, como se fosse por instinto, eles acham acordes para cada nota e modificam as suas vozes de tal maneira que, uma pessoa estranha e fora da vista deles, pensava que estava a escutar a um órgão sob a mão jeitosa de um maestro. Ao cantar um hino, a música deles é tão suave, puro e andando e simples que fica mais gratificante que qualquer outro oratório que nunca ouvi na minha vida.
A família Shaw acabou indo para a Cidade do Cabo por vários meses e o Threlfall foi deixado como a pessoa responsável pela missão. Ao regressar o Barnabas Shaw, foi decidido tentar de novo estabelecer uma missão metodista na região Grande Namáqua. Uma tentativa foi feita em 1817 mas não teve êxito devido às guerras que prevaleceram naquela época.

Grande Namáqua (Namíbia)

O povo namáqua é um ramo do povo Khoisan e são distinto do povo antigo chamado “bosquímanos” desta região. O grupo que iniciou a missão para Grande Namáqua foi composto de três pessoas: o William Threlfall e dois crentes namáqua, o Johannes Jager e o Jacob Links. O Links foi a primeira pessoa indígena de África austral aceite no ministério Metodista. Isso aconteceu em 1822.

Os três homens partiram da vila de Leliefontein ao fim de junho em 1825 e procederam ao norte, esperando chegar ao Rio de Peixe. Primeiro eles atravessaram o Rio de Laranja e viajaram ao noroeste até à vila de Warmbad onde se abasteceram e continuaram para o norte. Por razões não conhecidas, regressaram à vila de Warmbad. Antes de começar de novo, procuraram um guia para a viagem, um bosquímano chamado Naugauap. Segundo os relatórios, ao começar mais dois bosquímanos juntaram-se com o grupo e isso criou problemas porque o Threlfall foi aposto da companhia deles. Mas, parece que foram conhecidos pelo Naugauap.

Umas noites mais tarde, todos os missionários estava a dormir quando os dois namáquas, o Jager e o Links, foram assassinados. O Threlfall acordou e clamou mas ele também foi assassinado. O guia e os outros tiraram as roupas dos corpos, levaram as outras coisas, deixaram os corpos, e partiram. Seguiram várias semanas de especulação sobre o destino deles, se estavam vivos ou mortos.

É provável que os três foram assassinados cerca dos meados de agosto de 1825. Detalhas dos eventos foram revelados no tribunal quando os bosquímanos foram apanhados e processados. Ao fim, o Naugauap foi executado pela morte dos missionários e um dos outros foi açoitado.

O historiador, o Prof. Tilman Dedering, disse que os três foram assassinados num lugar mais tarde chamado “Dakakabis.” Os restos mortais dos três missionários foram achados e enterrados em 1835 pelo missionário wesleyano, o Edward Cook. Foram descobertos de novo em 1986 e um monumento memorial foi erguido na quinta, Allgemeine Zeitung, perto da cidade de Windhoek, Namíbia no dia 14 de setembro de 1987.

Parece que a tentativa pelos metodistas wesleyanos estabelecer de novo a missão de Grande Namáqua acabou sem dar sucesso. Entretanto, a morte do Threlfall impressionou muito o Sr. Josiah Nisbett. Ele encorajou os metodistas tentar entrar a terra de Grande Namáqua de novo e dar ajuda financeira. Em 1834, o missionário chamado Edward Cook foi enviado e na vila de Warmbad uma missão metodista foi estabelecida. O trabalho da Igreja Metodista progrediu devagar em Grande Namáqua graças ao serviço dos metodistas. Em 1867, devido aos problemas financeiros, os metodistas entregaram este trabalho à Sociedade Missionária Renana.

Conclusão Sumária

A vida do William Threlfall acabou com só vinte e seis anos. Não deixou nenhuma estação de missão, igreja, nem centro educacional que foi fundado por ele. Umas pessoas concluiriam que ele falhou. Nem todos os missionários deixam uma série de missões ou igrejas como a sua herança. Mas o Threlfall é membro de uma lista de pessoas que eram pioneiros deixando um caminho para os outros seguirem. Ao avaliar a vida do Threlfall, deve-se enfatizar os resultados da sua pregação com efeito em Lancashire. Deve-se lembrar como ele foi amado nas ilhas do Canal da Mancha depois de um ano de serviço. Foi amado de tal maneira que as pessoas comissionaram a pintura do retrato dele para que eles pudessem lembrá-lo depois da sua partida para África. Deve-se considerar o testemunho do William Shaw sobre o único ano de ministério de Threlfall no distrito de Albany e o seu ministério entre as capelas dos colonos. O pouco tempo que ele passou na Baía Delagoa levou ao estabelecimento do ministério dos metodistas wesleyanos aí, e a missão estabelecida foi conhecida como “Missão Threlfall.” E deve-se considerar o testemunho do Sr. Barnabas Shaw:

Para tudo que já foi dito sobre ele – o Sr. Threlfall – posso dar testemunho; mas ainda não foi contado a metade. À espiritualidade da mente e fervor em oração, para o seu amor para com as indígenas e o seu desejo, por todas as maneiras, dirigi-los para Cristo; por ser morto ao mundo e ser zeloso para a glória do Redentor na extensão do Evangelho, eu nunca vi um igual.
O Prof. Dedering escreveu recentemente sobre Threlfall como tendo “um zelo religioso que se aproxima ao fanatismo.” Esta avaliação fica contrária à do Barnabas Shaw. Também é contrária a toda a evidência dos contemporâneos da Sociedade Metodista Wesleyana. Por eles foi uma questão de vida ou da morte levar o Evangelho ao mundo (os três disseram, “eles fielmente avisaram nos, mas sendo dispostos para proceder no que todos nós achamos ser o nosso dever a Deus e aos homens...”). Duas interpretações são possíveis, mas isso pode ser o caso por muitos no trabalho de missões cristãs. Threlfall e os outros dois missionários que foram mortos iam numa região, a Grande Namágua, que não estava bem estável naquele tempo, mas eles perceberam o Evangelho como uma chamada divina sem considerar o custo.

A morte do Threlfall também teve uma influência profunda sobre o trabalho Metodista Wesleyana no Reino Unido. O exemplo da vida e da morte – o martírio – ficou uma inspiração para muitos levarem o trabalho de missões no estrangeiro. Umas deram testemunho que foi o exemplo dele que lhes inspirou seguir o serviço missionário. O James Montgomery, o autor notado de hinos, escreveu um poema à memória do Threlfall.

Finalmente, o envolvimento do Threlfall com a Sociedade Metodista Wesleyana na África austral liga ele com dois dos missionários wesleyanos fundadores, o Barnabas Shaw e o William Shaw, e o primeiro pastor africano wesleyano. O serviço do Threlfall em África também cai no período quando as novas sociedades missionárias começaram a entrar na região de África austral para explorar e começar novos ministérios sobre a região vasta. Assim, o Threlfall representa este novo grupo de missionários pioneiros que entraram em África nos anos críticos começando na década de 1820 e depois.

Jack C. Whytock

Bibliografia Selecionada

Arquivos da Sociedade Missionária Metodista Wesleyana (W)MMS na coleção bibliotecária da School of Oriental and African Studies (SOAS), Archives and Special Collections, University of London, UK. See “Transcripts of letters written and received by William Threlfall,” MMS/17/01/01/008.

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Cheeseman, Thomas. The Story of William Threlfall: Missionary Martyr of Namáqualand with some account of Jacob Links and Johannes Jager who fell with him. Cape Town: Methodist Publishing Office, 1910.

Dedering, Tilman. “Southern Namibia, c.1780 to c.1840: Khoikhoi, Missionaries and the Advancing Frontier.” Unpublished Ph.D. thesis. University of Cape Town, 1989.

--------. “The Murder of William Threlfall: The Missionaries in Southern Namibia and the Cape Government in the 1820s,” South African Historical Journal, 24 (1991): 90-111.

--------. Hate the Old and Follow the New: KhoeKhoe and Missionaries in Early Nineteenth-Century Namibia. Stuttgart: Franz Steiner Verlag, 1997.

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Mears, W. Gordon. Methodism in the Cape: An Outline. Cape Town: Methodist Publishing House, 1973.

Shaw, Barnabas. “Appendix – Brief Account of the late Rev. W. Threlfall.” In Memorials of South Africa. Original 1840. Cape Town: C. Struik, 1970: 269-282.


Este artigo em ingles, recebido em 2014, foi escrito pelo Dr. Jack C. Whytock, um Instrutor na Dumisani Theological Institute, King William’s Town, South Africa e Professor Extraordinário da Teologia Reformada Theology na North-West University, Potchefstroom Campus



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